Moda vegana e sustentável: como se vestir de forma consciente

Leticia

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Conheça a moda vegana e sustentável e saiba como ela contribui para diminuir os impactos ambientais da indústria

Com um mundo cada vez mais consumista, caminhando para o colapso ambiental, alguns movimentos surgiram no universo da moda, pretendendo ir na contramão dessa tendência. Estamos falando da moda vegana e da moda sustentável, que abordam desde o consumo consciente, a fabricação de peças próprias e o reaproveitamento de roupas usadas até a criação de tecido sustentável.

Quer saber um pouco mais sobre a moda consciente e a moda vegana e descobrir maneiras de aderir a esses movimentos, para se vestir de forma sustentável? Então continue conosco!

O que é moda sustentável e moda vegana?

Podemos dizer que uma moda é sustentável quando são utilizados métodos e processos que não são prejudiciais ao meio ambiente. Desse modo, essa categoria se vale de metodologias que visam eliminar ou minimizar os impactos ambientais, como poluição, degradação da natureza e diminuição de recursos naturais não renováveis.

A moda vegana é diferente da sustentável. Embora itens veganos sejam sustentáveis, nem sempre o inverso é verdadeiro. Isso porque a moda vegana tem princípios mais restritos, como o uso apenas de roupas, sapatos e acessórios que não têm origem animal nem utilizam qualquer forma de exploração animal no processo de produção.

Tanto a moda sustentável quanto a vegana visam combater a poluição, o desgaste ambiental, a exploração de animais, o trabalho escravo ou mal remunerado e o incentivo ao consumismo.

Quais as maiores tendências dos movimentos?

A moda sustentável e a moda vegana surgiram da necessidade de repensar o consumo desenfreado e os impactos ambientais causados pela indústria da moda.

Além disso, a moda vegana segue a vertente do veganismo, eliminando qualquer tipo de exploração animal, envolvendo tanto a matéria-prima quanto a testagem em animais. Veja abaixo as principais medidas pensadas para deter o consumismo e estabelecer a sustentabilidade.

Reformular a etapa de produção

O processo de fabricação de roupas, sapatos e acessórios deve ser sustentável, de modo a eliminar ou minimizar os impactos ambientais, comuns à indústria tradicional.

Aqui, cabe inclusive alternativas mais restritas, como o uso de tecido sustentável que é menos poluente e gera menor impacto na natureza, tanto durante a fabricação quanto no momento de descarte. Esses tecidos são feitos de materiais, como cânhamo, linho, algodão orgânico, modal, seda de laranja e seda de soja.

Diminuir o descarte de peças usadas

Outra preocupação da moda sustentável e da moda vegana é com o descarte desenfreado de peças. Como a moda é ditada por tendências, milhões de roupas são descartadas à medida que a moda se atualiza, gerando mais consumo e, consequentemente, mais lixo. Desse modo, surge como alternativa o consumo de peças usadas, algo que tem aumentado por causa dos brechós. Existem varias opções tais como brechó online, brechó de luxo ou bazar.

Apostar em peças atemporais e duradouras

Outra tendência é apostar em peças atemporais, que serão utilizadas e aproveitadas independentemente da moda da época. Isso diminui o consumo em fast fashions, que incluem peças que rapidamente se tornam obsoletas e que são confeccionadas em material pouco durável.

Por outro lado, ao aderir à cultura do slow fashion, é possível garantir peças de qualidade, duradouras, atemporais e versáteis.

Valorização de produtores locais

A moda consciente também inclui a valorização da produção local, buscando por peças de roupas, sapatos e acessórios que sejam produzidas de forma artesanal, em pequena escala. Muitas vezes, essas peças são encontradas na própria cidade ou bairro, garantindo o consumo local.

Além disso, outra tendência é a fabricação própria, fazendo a customização de roupas ou costurando e fabricando a própria peça.

E você? Que tal começar a aderir à tendência sustentável? Lembrando que tudo gira em torno da moda consciente, começando na mente e refletindo na atitude de consumo.

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